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Ritmo acelerado: a cidade catarinense que nasceu do carvão e hoje está entre as melhores do país para viver

Foto: Divulgação/ Prefeitura Municipal de Criciúma

Com pouco mais de 214 mil habitantes, Criciúma superou um passado difícil e figura entre as 100 melhores cidades brasileiras para se viver.

A trajetória de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, é marcada por forte crescimento econômico e populacional, impulsionado sobretudo pelo carvão mineral. Colonizado por imigrantes italianos e conhecido como Capital Nacional do Carvão, o município hoje aparece entre os melhores do Brasil para morar e aposta em projetos de inovação tecnológica.

Uma colonização repleta de obstáculos

O caminho até a região, porém, não foi simples. Durante a jornada dos imigrantes rumo a Criciúma, terra que lhes havia sido prometida ainda na Itália, colonos e indígenas brasileiros morreram em conflitos.

Os primeiros colonizadores chegaram há cerca de 145 anos. Em 1880, a localidade pertencia a Urussanga e recebeu 22 famílias do Norte da Itália. Com a rápida expansão populacional, a colônia foi elevada a distrito dois anos depois, tornando-se o sexto distrito de Araranguá.

Da carne suína ao carvão

Nas primeiras décadas, a economia girava em torno da produção de carne suína, por meio da Cooperativa Vitória. A mineração só assumiu o protagonismo com a Primeira Guerra Mundial: a escassez do carvão importado levou o governo brasileiro a estimular a produção nacional.

Na época chamada de Cresciúma, a localidade abriu sua primeira mina em 1915, de onde saíram 400 sacas do minério para análise. A chegada da Ferrovia Teresa Cristina, em 1919, revolucionou o transporte do carvão e elevou a economia local a outro patamar. Em 1925, veio a emancipação, e Criciúma tornou-se município.

A extração viveu seu auge entre as décadas de 1940 e 1970, período em que a cidade ganhou o título de Capital Nacional do Carvão. Mesmo com a diversificação econômica iniciada em 1980, a mineração segue como símbolo histórico do município.

O carvão como motivo de orgulho

Diversos monumentos lembram esse passado. No Centro, o Monumento ao Mineiro é uma das homenagens aos trabalhadores que ajudaram a construir a cidade.

A cultura carbonífera também atrai turistas. A mina de visitação Octávio Fontana, a única aberta ao público na América Latina, é um dos principais pontos turísticos da cidade e mostra como era o trabalho de extração do minério.

Entre as melhores cidades para viver

Com a diversificação da economia, em especial pela instalação de indústrias cerâmicas na região, Criciúma cresceu rapidamente. Segundo a Austin Rating, é hoje a 44ª melhor cidade brasileira para viver. Com pouco mais de 214 mil habitantes e IDH de 0,788, também está entre as 100 cidades com maior índice do país.

O crescimento continua, com foco em inovação. Em 2025, o município foi eleito a 16ª cidade mais inteligente do Brasil. Para 2026, a prefeitura estuda uma PPP (Parceria Público-Privada) para modernizar a infraestrutura pública, com iluminação em LED, câmeras de controle de tráfego com leitura de placas, equipamentos integrados de controle de pedestres, terminais de emergência, semáforos inteligentes e estações meteorológicas.

A saúde pública é outro destaque: Criciúma lidera o ranking de atendimentos da Atenção Primária em Saúde, e, em 2025, a rede municipal ultrapassou a marca de um milhão de atendimentos.

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