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Polícia Civil deflagra Operação Sucumbência contra grupo suspeito de aplicar o golpe do falso advogado; um único caso em Palhoça somou R$ 1,6 milhão em prejuízo

Foto: Divulgação

Mandados foram cumpridos em Goiânia e em São Carlos (SP); Justiça autorizou bloqueio de contas dos investigados para tentar ressarcir as vítimas

Por Joanna Rita
20 de outubro de 2026

PALHOÇA (SC) – A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou a Operação Sucumbência para desarticular um grupo suspeito de aplicar o golpe do falso advogado. A investigação, conduzida pela Delegacia de Polícia de Palhoça, na Grande Florianópolis, partiu de um caso no município em que a vítima perdeu cerca de R$ 1,6 milhão.

Mandados em dois estados

A ação cumpriu, de forma simultânea, 9 mandados de busca e apreensão e 2 de prisão temporária em Goiânia (GO) e São Carlos (SP). Os investigados são apontados como suspeitos e ainda devem ter a participação nos crimes apurada ao longo do inquérito.

A operação contou com apoio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Goiás e da Polícia Civil de São Paulo, além de financiamento da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

A Justiça também autorizou o bloqueio e o congelamento de ativos financeiros nas contas bancárias dos investigados, com o objetivo de reaver valores e ressarcir as vítimas.

Como funcionava o golpe

Segundo a polícia, o esquema seguia um roteiro em três etapas:

  1. Falso contato: os criminosos se passavam por advogados ou por integrantes de escritórios conhecidos e procuravam pessoas que tinham ações judiciais em andamento.
  2. História inventada: eles diziam que um valor relevante, como indenização ou precatório, estava pronto para ser liberado ou que a causa havia sido ganha.
  3. Cobrança indevida: para “liberar” o dinheiro, exigiam transferências por PIX ou pagamentos antecipados de supostas custas processuais, impostos ou taxas cartorárias de urgência.

Como se proteger

A Polícia Civil orienta que a população fique atenta e adote cuidados simples:

  • Confirme por canais oficiais: valide qualquer pedido de dinheiro pessoalmente ou por um telefone que você já conhece do seu advogado de confiança, e não pelo número que enviou mensagem por WhatsApp ou outro aplicativo.
  • Desconfie de pedidos de PIX: advogados e tribunais não pedem pagamentos imediatos por PIX em nome de pessoas físicas ou de terceiros para “liberar alvarás” ou causas ganhas.

Quem recebeu contato suspeito ou foi vítima de golpe deve procurar uma delegacia de polícia ou registrar boletim de ocorrência.


Com informações da Polícia Civil de Santa Catarina.

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