
Vendas externas do município catarinense somam US$ 8,7 milhões no primeiro semestre, enquanto a indústria náutica nacional também amplia a compra de componentes importados
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Empresas sediadas em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, venderam ao exterior US$ 8,7 milhões em iates e outras embarcações de recreio e esporte entre janeiro e junho de 2026. Na cotação de quinta-feira (3), o valor equivale a cerca de R$ 44,4 milhões.
O resultado é 93% superior ao do mesmo período de 2025, quando as exportações somaram US$ 4,5 milhões (aproximadamente R$ 22,9 milhões). Com o desempenho, a cidade ocupou a liderança entre os municípios brasileiros exportadores do segmento no semestre.
Itajaí responde por cerca de 35% da produção nacional de barcos e concentra estaleiros, fornecedores e prestadores de serviços especializados. O avanço nas vendas externas acontece em um momento de expansão da indústria náutica do país, que fabrica, em média, 5 mil embarcações de lazer por ano e emprega cerca de 150 mil pessoas, entre trabalhadores diretos e indiretos, de acordo com a Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e seus Implementos (Acobar).
Importações de componentes também crescem
Se por um lado o setor exporta mais, por outro continua dependente do mercado externo para abastecer a produção. De janeiro a junho de 2026, as importações brasileiras ligadas à construção de barcos de recreio e esporte atingiram US$ 75,6 milhões, um aumento de 23% frente aos US$ 61,5 milhões do primeiro semestre de 2025.
Entre os itens trazidos de fora estão motores, sistemas elétricos, resinas e outros componentes usados na montagem das embarcações. A Cronos Logistics, empresa especializada no transporte desses materiais, explica que a operação envolve coleta nos países de origem, definição de rotas e modais, reserva de espaço, conferência de documentos, consolidação de cargas e programação da chegada aos estaleiros.
Segundo Fábio Rengel, COO da empresa, a construção de iates de grande porte, em projetos que podem ultrapassar R$ 50 milhões, exige integrar fornecedores de vários países ao cronograma do estaleiro. “Motores, estabilizadores, radares e sistemas eletrônicos têm prazos e exigências próprias. O agente de carga precisa antecipar documentos, definir rotas e programar cada entrega para garantir a eficiência na fabricação”, afirma.
Liderança nacional
Com a alta de 93%, Itajaí fica à frente dos demais municípios brasileiros no segmento de iates e embarcações de recreio e esporte no primeiro semestre de 2026.






